Escrito por: Mauricio 29-05-2011 Visto: 1152 vezes |
Trazemos à baila o HC 99490 / SP - SÃO PAULO, para análise dos leitores:
HC 99490 / SP - SÃO PAULO HABEAS CORPUS Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA Julgamento: 23/11/2010 Ãrgão Julgador: Segunda Turma
Publicação
DJe-020 DIVULG 31-01-2011 PUBLIC 01-02-2011
EMENT VOL-02454-02 PP-00459
Ementa
EMENTA: HABEAS CORPUS. “DENÚNCIA ANÃNIMA” SEGUIDA DE INVESTIGAÇÃES EM INQUÉRITO POLICIAL. INTERCEPTAÇÃES TELEFÃNICAS E AÇÃES PENAIS NÃO DECORRENTES DE “DENÚNCIA ANÃNIMA”. LICITUDE DA PROVA COLHIDA E DAS AÇÃES PENAIS INICIADAS. ORDEM DENEGADA. Segundo precedentes do Supremo Tribunal Federal, nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada “denúncia anônima”, desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados (86.082, rel. min. Ellen Gracie, DJe de 22.08.2008; 90.178, rel. min. Cezar Peluso, DJe de 26.03.2010; e HC 95.244, rel. min. Dias Toffoli, DJe de 30.04.2010). No caso, tanto as interceptações telefônicas, quanto as ações penais que se pretende trancar decorreram não da alegada “notícia anônima”, mas de investigações levadas a efeito pela autoridade policial. A alegação de que o deferimento da interceptação telefônica teria violado o disposto no art. 2°, I e II, da Lei 9.296/1996 não se sustenta, uma vez que a decisão da magistrada de primeiro grau refere-se à existência de indícios razoáveis de autoria e à imprescindibilidade do monitoramento telefônico. Ordem denegada.
Decisão
Indeferida a ordem, nos termos do voto do Relator. Decisão unÃnime. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Ellen Gracie. 2ª Turma, 23.11.2010.
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- Foram preservados os nomes das partes.
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