STJ:Ministério Público pode propor ação para anular concurso público ilegal, imoral ou inacessível
  
Escrito por: Mauricio Miranda 09-08-2013 Visto: 722 vezes






Notícia extraída do site do Superior Tribunal de Justiça:



9/8/2013 - 10h23



DECISÃO



Ministério Público pode propor ação para anular concurso público ilegal, imoral ou inacessível



A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o Ministério Público possui legitimidade para propor ação com o objetivo de anular concurso realizado sem observância dos princípios estabelecidos na Constituição Federal (CF).



O entendimento se deu no julgamento do recurso apresentado pelo MP contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). No primeiro grau, o MP ajuizou ação civil pública para ter acesso aos critérios de correção de provas do concurso de admissão e matrícula do curso de formação de oficiais da Escola de Administração do Exército (EsAEx).



O tribunal federal considerou que o Ministério Público não tem legitimidade para propor a ação, pois, segundo o colegiado, tal pretensão é de interesse individual homogêneo.



Meritocracia



Para o relator do recurso, ministro Herman Benjamin, as duas características essenciais do concurso público “impôem” o reconhecimento da legitimidade na causa: “ser concurso, o que implica genuína competição, sem cartas marcadas, e ser público, no duplo sentido de certame transparente e de controle amplo de sua integridade”.



“Concurso público é o principal instrumento de garantia do sistema de meritocracia na organização estatal, um dos pilares dorsais do Estado Social de Direito brasileiro, condensado e concretizado na Constituição Federal de 1988”, afirmou o ministro.



Conforme precedente da própria relatoria de Benjamin, a legitimidade do MP para propor açôes com intuito de resguardar tais interesses é entendimento pacífico na Corte. No Recurso Especial 1.338.916, o ministro observou que o STJ é firme em reconhecer a legitimidade do órgão para apresentar ação civil pública que vise anular concurso realizado “sem a observância dos princípios constitucionais da legalidade, da acessibilidade e da moralidade”.



 



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*Mauricio Miranda.


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