Rio de Janeiro: Uma cidade em que a regra é a exceção.
  
Escrito por: Mauricio Miranda 01-03-2014 Visto: 2233 vezes






Rio de Janeiro: Uma cidade em que a regra é a exceção



                Na maioria das cidades, existem leis, costumes, hábitos, mas só aqui, nesta estranha cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, há regra que é exceção e exceção que é a regra. Vejamos os exemplos a seguir:



1º. Exemplo: Nesta cidade, não se comemora o dia do aniversário da cidade, hoje, 1º. de março, sabe-se lá porque! Em todas as cidades que já visitei e, nas quais trabalhei, o dia do aniversário da cidade é um dia de festa. Pois saibam todos os que ainda não sabem: ninguém comemora o aniversário da cidade do Rio de Janeiro;



2º. Exemplo: A cidade do Rio de Janeiro deve ser a única metrópole do mundo em que existe um semáforo no meio de uma via expressa. Pois acreditem: um semáforo foi disposto no meio do Aterro do Flamengo (o nome do logradouro é, na verdade, Avenida Infante Dom Henrique, mas ninguém conhece este nome), para os veículos que vem da direção da zona norte para a zona sul da cidade, visando a facilitar a entrada dos ônibus, que vem da direção contrária, na Avenida Rio Branco. Isto implica em que, se você vem da direção da zona norte, provavelmente, vai ter que esperar de 2 a 3 minutos parado para ver um ou dois ônibus passar, enquanto vendedores de água e de biscoito se imiscuem entre os carros, sendo um local, ainda, extremamente sujeito à pratica de crimes de toda sorte, aonde você deveria ficar o mínimo de tempo possível sem andar com o seu veículo, quiçá não parar nunca;



3º Exemplo: A prefeitura da cidade do Rio de Janeiro tem a estranha mania de bloquear as ruas principais dos bairros da cidade e transformar ruas transversais em rua de maior afluxo de veículos. Dois exemplos: em Copacabana, tornaram a Avenida Prado Júnior, uma rua pequena, escura e esburacada, em principal meio de retorno para a Zona Norte, sem que haja qualquer agente de trânsito nela; no Centro da cidade, transformaram a rua da Relação, um rua estreita com apenas três faixas de trânsito, em rua de mão dupla, de 12h às 21h, durante a semana, só que nesta, por enquanto, ainda existem agentes de trânsito, mas só porque é uma mudança recente e, logo, estes irão desaparecer. Prestem atenção: eu falei de agentes de trânsito, ou seja, aqueles vestidos de amarelo, não guardas municipais, que eu quase não vejo, e quando os vejo, estão em grupo, conversando e se preocupando apenas em multar veículos. Não é por menos que a quantidade de multas aplicadas por estes, na cidade do Rio de Janeiro, diminuiu e aumentou a quantidade de multas aplicadas por pardais;



                4º Exemplo: A criação, pela prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, de enormes corredores de trânsito de ônibus, em que os mesmos se amontoam, correm quando tem espaço livre, avançam sinais vermelhos e outros hábitos destes motoristas de um transporte que deveria ser civilizado, mas não é. A criação destas vias expressas para ônibus advém de um pensamento meio torto: o de que são os veículos de passeio que provocam engarrafamento. Ledo engano! É só olhar a Avenida Rio Branco, coalhada de ônibus em toda a sua extensão, e perceber que são estes enormes monstros de aço, - soltando fumaça preta por suas traseiras e em estado lastimável de conservação – que atravancam o trânsito. A culpa não é destes motoristas, porque não foram ensinados a dirigir ônibus de forma educada e racional. De todo jeito, a culpa é da nossa gloriosa prefeitura, que pensa que pode fazer o que quer, quando quer e da forma que quer;



                5º Exemplo: A estranha mania dos agentes de trânsito nesta cidade de incitarem os motoristas a avançarem o sinal vermelho e pararem no sinal verde, porque assim estes agentes de autoridade assim o querem. Ora, não há motorista mais indisciplinado do que o carioca – e o motorista de outra paragem que vem para cá também acaba agindo assim – e é uma impropriedade, para dizer o mínimo, fazer com que este aja contrariamente às regras de trânsito, seja por que motivo for.



                Com este cinco exemplos, que são apenas um resumo, quero demonstrar que, nesta nossa cidade que, fundada em 1º de março de 1565, está fazendo 449 anos hoje, tudo é exceção e não há regras! E viva a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro! O governante desta cidade será mudado na próxima eleição e esperemos que o próximo tenha mais amor pela nossa cidade!



               

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