Desilusão de eleitor tem cura?
  
Escrito por: Elisabete Bastos 12-01-2014 Visto: 2140 vezes






Desilusão de eleitor tem cura?



Tem?



Vivemos numa democracia representativa, ou seja, votamos por representantes legítimos, vencedores das urnas, para elaborarem leis e fazerem previsão de gastos necessários à educação, saúde, segurança etc. São os agentes políticos: vereadores (Municípios), deputados (Estados) e senador (representa o Estado de origem e defende as suas causas em Brasília).



Votamos para Prefeito (figura máxima do Município) , Governador ( Estado), bem como para Presidência do Brasil.



Todos cumprem o mesmo tempo de exercício desta representação do eleitor, ou seja, quatro anos, exceto o senador, cujo mandato é o mais longo, de 8 anos.



Os agentes políticos têm cargo de relevância porque lhes foi deferido pela maioria dos cidadãos e, portanto, são simples mortais. Não precisam ter curso universitário, mestrado, doutorado... A sua prova é nas urnas eleitorais.



Para chegar ao número expressivo de votos, normalmente, os agentes políticos terão gastos como: outdoor, camisas, escritórios, marketing , ou seja, uma parafernália para lhes garantir um posto no qual o salário não é atraente.



Quem paga estes gastos?



São doadas quantias por pessoas físicas e jurídicas.



Ah! Por que empresários gastariam com candidaturas políticas? Quais seriam as suas benesses?



No caso da mídia, teria interesse por A ou B candidato em cargos políticos? Neste caso, faria uma isenta cobertura dos fatos?



Os caciques da política alardeiam, na mídia, estratégias em ano eleitoral, para comporem chapas e dizem prever o resultado. Será fruto de adivinhação? Ou agem de maneira escusa?



Os candidatos lembram com carinho do eleitor em ano de eleição. Viramos pop star! Depois? Somos alijados de qualquer decisão.



Aqueles humildes candidatos, quando eleitos, passam a ser soberbos e muitos ficam com patrimônio váriaas vezes acima do que possuíam antes de entrar na vida pública.



Temos o caso do mensalão e anos de postergação até uma resposta não convincente.



Por que eu afirmo isso? A corrupção de agentes políticos atinge o erário, ou seja, o patrimônio nosso, que deveria manter, por exemplo, um hospital funcionando de forma adequada, mas que, com o contínuo desvio de verbas públicas por agentes políticos, nunca funcionará, sequer existirá.



Quando existir uma obra pública ocorrerá fraude em sua licitação ou desvio de recursos para outros fins. Consequência lógica: morrem pacientes em hospitais públicos, morrem presos em cadeias públicas, crianças ficam sem estudar em escolas públicas etc.



Aí está a diferença entre o criminoso de colarinho branco e o que ataca um transeunte na rua para roubar um cordão. Mas o criminoso que solapa o dinheiro da merenda do Hospital é altamente mais perigoso do que aquele que roubou um cordão.



Então, o que falar de Governador e Secretários que viajam às custas dos nossos tributos para se divertirem em terras belas como Paris?



Sinto-me uma eleitora desiludida desta engrenagem, mas acredito que outros eleitores estão mais espertos e lembram-se perfeitamente das figuras carimbadas da política.



A solução é limpeza no quadro político, com voto consciente.



Elisabete Bastos



 



 

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